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sábado, dezembro 12, 2009

11/12/2009 - 16h05 ASSAA

ASSASSINATO AA11/12/2009 - 16h05
Soldado da PM depõe e confessa assassinato em Peixoto
Peixoto Online O soldado Ronaldo Ventura dos Santos, 29 anos, se apresentou, há instantes, na delegacia municipal em Peixoto de Azevedo e confessou ter matado, na 3ª feira à noite, Francisco Marinho (Pombo), 40 anos, suspeito de envolvimento com drogas. Ronaldo alegou que, no dia do crime, estava na praça quando Francisco passou com uma mulher, teria sorrido e ele "retribuiu o sorriso". Francisco teria ido tirar satisfações com o soldado, que estava à paisana, e supostamente lhe dado um tapa no rosto. À noite, Ronaldo teria ido a casa da vítima, no bairro Aeroporto, para acertar as contas. Sua versão é que Francisco lhe apontou o revólver, mas conseguiu desarmá-lo e fez os disparos. O soldado alegou, ainda, que há algum tempo havia prendido Francisco Marinho, sob acusação de tráfico.
O delegado Geraldo Gezone Filho disse, ao Só Notícias, que o soldado afirmou ter jogado o revólver no mato mas se comprometido a procurá-lo e entregá-lo na delegacia. Mas o delegado não acredita na versão do policial. "Não me convenci das explicações dele sobre o motivo do crime. Ele alega ainda disse que existe uma pessoa que viu ele tirar satisfações com a vítima e entrar em luta corporal. Mas a mulher da vítima apresenta outra versão. Aponta que o policial saiu de uma residência nas proximdiades e, quando viu Francisco, começou a atirar", aponta Geraldo Gezone.
De acordo com o delegado, o soldado negou, em depoimento, ser usuário de drogas. O delegado não confirmou se vai pedir a prisão de Ronaldo, que está de férias na PM. As investigações continuam e ele espera encaminhar o inquérito, na próxima semana, ao Ministério Público. O delegaco confirmou ainda que Ronaldo Ventura dos Santos já responde outro processo por tentativa de homicídio.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Empresária teria sido morta a mando do próprio marido

Pouco mais de quatro meses após o assassinato da empresária Silvia Reis, 33 anos, em Peixoto de Azevedo (200 km de Sinop), a Polícia Civil afirma ter chegado ao principal suspeito de arquitetar o crime. Trata-se do próprio marido de Silvia, Willian Cezar Gomes Pereira, que perante depoimento identificou-se como balconista. Ele foi preso ontem à tarde, por determinação judicial, após participar de uma audiência no fórum. Willian não esboçou reação porque já teria sido avisado pelo advogado.

O delegado Geraldo Gezoni Filho, que comanda as investigações, aponta que pesam contra o acusado fortes sinais de que teria mandado executar a própria mulher. "Os indícios são tão fortes que ele já foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado”, declarou, ao Só Notícias. O delegado explica que as circunstâncias do assassinato e a reação do marido despertaram a atenção das autoridades policiais. A hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – foi descartada. Em seu lugar, classificado como execução sumária.

“As atitudes do Willian após o crime foram suspeitas. Ele foi uma das primeiras pessoas a chegar na cena do crime. Ao invés de socorrer a mulher foi para a casa de um amigo e presumiu que ela havia sido assassinada. No decorrer das investigações descobriu-se que ela fez um seguro de vida com ele sendo o contemplado de um alto prêmio”, considerou Geraldo Filho.

A Polícia Civil chegou a um segundo envolvido, identificado como Luiz Marques Ferreira Alves (Meio Quilo). Este seria o homem suspeito de atirar em Silvia, provocando a morte da vítima. Atualmente ele já está preso sob suspeita de envolvimento em um assassinato noutra cidade da região. “Luiz Marques é visto como um pistoleiro. Ele até chegou a oferecer o serviço para uma das pessoas ouvidas nos autos. A quebra de sigilo telefônico mostra ligações do Willian para o Luiz Marques. Às 9h07 a mulher ligou para Willian [avisando que teria chegado em casa] e depois há ligações do Willian para Luiz Marques”, esclarece o delegado.

Em depoimento na delegacia, Willian e Luiz Marques negam o crime. "Os dois negaram mas já se conheciam. O suspeito de ser o executor também era conhecido da vítima", finalizou Geraldo Filho.

A Polícia Civil trabalha na conclusão do inquérito. A expectativa é que em até duas semanas a peça seja encaminhada para o Poder Judiciário.

O crime
O fato ocorreu quando Silvia chegava em sua residência, localizada na rua Eurico Dutra, no bairro Alvorada. De acordo com a delegacia, ela foi atingida com pelo menos 6 tiros. Ela teria descido do carro para abrir o portão quando foi alvejada. A bolsa da vítima foi levada. Silvia era empresária, gerenciava o mercado da família, que tem outro em Matupá (206 Km de Sinop). Era casada e tinha filhos.